quinta-feira, 1 de setembro de 2011

COMENTÁRIO PESSOAL

Eu sempre fui muito fã de animes, gosto muito de yu-gi-oh, de death note, dragonball e outros...
Eu até jogo! Mas nunca encontrei um bom duelista, alem de Lan, um amigo meu. Se vc gosta de algum tipo de anime me avise!!!

YU-GI-OH

Yu-Gi-Oh!
Lançado em 1996, o mangá criado por Kazuki Takahashi foi um dos mais populares títulos da revista semanal Shonen Jump. O mangá inicialmente focaliza yugi que juntamente com a ajuda do espirito do enigma do milenio (faraó do antigo Egito segundo o anime) usa jogos criados por ele mesmo para lutar contra vilões. Yugi também se envolve em desventuras junto com os seus amigos Joey Wheeler (Katsuya Jounouchi), Téa Gardner (Anzu Mazaki), e Tristan Taylor (Hiroto Honda). O mangá começa falando pouco sobre o jogo de cartas Magic and Wizards nos primeiros 7 volumes. Começando no oitavo volume, a saga do Reino dos Duelistas, o tema começa a se relacionar mais com o jogo de cartas.
Volumes:38
Editora: SHUEISHA-Wkkley Shonen Jump
Editora JBC publica Yu-Gi-Oh! no Brasil. Nomes da versão americana do anime são usados.

[editar] Yu-Gi-Oh! R

Ilustrado por Akira Itou, um dos ilustradores do mangá anterior, e supervisionado por Takahashi, Yu-Gi-Oh! R (遊☆戯☆王R) é um spin-off da franquia original de Yu-Gi-Oh!, com muitos dos mesmos personagens em uma nova história, entre a saga Battle City e a do Egito. O mangá foi publicado na revista V-Jump no dia 21 de Abril de 2004. O "R" significa Rebirth (Renascer).

[editar] Yu-Gi-Oh! Duel Monsters GX

A série de mangá Yu-Gi-Oh! Duel Monsters GX é uma adaptação para mangá do anime Yu-Gi-Oh! GX, ilustrado por Naoyuki Kageyama.

[editar] Séries de anime

[editar] Yu-Gi-Oh!

Produzido pela Toei Animation, é um anime de 27 episódios baseado nos volumes de 1 a 7 do mangá original Yu-Gi-Oh! , que não focaliza muito no Magic & Wizards. Não está conectado com Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, mas é referido frequentemente como a "primeira série" para distinguir da série seguinte. A Primeira fase retrata mais o lado sofrido de Yugi, onde não tem amigos e leva uma vida bastante monótona e sólitaria até encontrar e concluir o Enigma do Milênio (Seenem Puzzle). Exibido pela primeira vez pela TV Asahi no dia 4 de Abril de 1998.

[editar] Yu-Gi-Oh! Duel Monsters

Conhecido simplesmente como "Yu-Gi-Oh!", Yu-Gi-Oh! Duel Monsters (遊戯王デュエルモンスターズ) é a série que introduziu Yu-Gi-Oh! para o Ocidente. Produzido pela Nihon Ad Systems, foi exibido pela primeira vez na TV Tokyo no dia 8 de Abril de 2000, e depois traduzido para mais de 20 idiomas e exibido em mais de 60 países. Baseado principalmente no mangá original Yu-Gi-Oh!, a partir do volume 8, a série terminou com 224 episódios.

[editar] Yu-Gi-Oh! Duel Monsters GX

Yu-Gi-Oh! Duel Monsters GX (em japonês: 遊戯王デュエルモンスターズGX?), conhecido como "Yu-Gi-Oh! GX", é um anime spin-off de Yu-Gi-Oh!, com um novo protagonista, Judai Yuki (renomeado para Jaden Yuki nos EUA), e uma nova história que não foi baseado no mangá. Também produzido pela NAS, foi exibido pela primeira vez na TV Tokyo no dia 6 de Outubro de 2004. Yugi fez um aparição no primeiro episódio. O "GX" no título significa "Generation neXt" (geração seguinte). A série focaliza a vida em uma academia de duelistas, Duel Academy.

[editar] Yu-Gi-Oh! Capsule Monsters

Yu-Gi-Oh! Capsule Monsters (em japonês: 遊戯王カプセルモンスターズ?) é uma série pequena de 12 episódios, lançada no Japão no dia 14 de Novembro. É parecida com Yu-Gi-Oh! The Movie - Pyramid of Light (Yu-Gi-Oh! O Filme - A Piramide de Luz). Encaixa-se antes do fim de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters. Capsule Monsters envolve Yugi, Joey, Téa , Tristan, e o avô de Yugi Solomon dentro de um mundo onde Monstros de Duelo são reais. Eles encontram capsulas de monstros que eles podem usar para invocar monstros.

[editar] Yu-Gi-Oh! 5D's

Yu-Gi-Oh 5D's, outro spin-off, lançada no Japão no dia 6 de Abril de 2008. Em um futuro distante, o enredo foca-se no jovem Yusei Fudou, cujo a personalidade, fria e calculista, reflete em sua fama como "gênio dos duelos". Uma das principais características desta série são os duelos, agora realizados em motocicletas.

[editar] Yu-Gi-Oh! Zexal

Yu-Gi-Oh! Zexal (em japonês: 遊☆戯☆王 ゼアル Yūgiō Zearu?) (pronuncia-se Ze-al) é um novo anime da fraquia Yu-Gi-Oh! também é um spin-off que está no ar da TV Tokyo em exibição, após o término da série anterior, Yu-Gi-Oh! 5D's. Ele foi revelado em 13 de dezembro de 2010, numa edição da revista V Jump[1][2].

[editar] Filmes

[editar] Yu-Gi-Oh!

O primeiro filme de Yu-Gi-Oh! foi lançado no Japão. Produzido pela Toei Animation, tem duração de 30 minutos, exibido pela primeira vez no dia 6 de Março de 1999. Os personagens são do primeiro anime Yu-Gi-Oh!.
O filme é sobre um menino chamado Shougo Aoyama que é tão tímido para duelar mesmo tendo uma carta rara e poderosa no baralho, o lendário Dragão negro de olhos vermelhos. Yugi tenta despertar a coragem de Shougo no duelo contra Seto Kaiba, que planeja obter a carta rara de Shougo.
Atenção: uma carta rara que aparece no filme é a Find Reflection 2 (Pássaro Refletor 2), ele reflete 2x o número de cards magic e trap card utilizados no jogo sem sofrer danos.
Além disso quando é enviado ao graveyard (Cémiterio) tem a habilidade de voltar ao jogo como Find Phoenix Reflection 4 (Fenix Refletora 4) que reflete 4x o número de magic card e trap card utilizadas no jogo sem sofrer danos.

[editar] Yu-Gi-Oh! The Movie: Pyramid of Light

Yu-Gi-Oh! The Movie: Pyramid of Light, conhecido como "Yu-Gi-Oh! O Filme", foi lançado na América do Norte no dia 13 de Agosto de 2004. O filme foi desenvolvido especificamente para o Ocidente pela 4Kids baseado no sucesso da franquia Yu-Gi-Oh! nos EUA. Seus personagens são do anime Yu-Gi-Oh! Duel Monsters. No filme, Yugi enfrenta Anubis.

[editar] Yu-Gi-Oh!3D Bonds Beyond Time

É o terceiro filme da franquia Yu-Gi-Oh! e reune os personagens principais das três series: Yugi, Jaden e Yusei. O filme sera em 3D e foi feito para comemorar o 10th aniversario da serie, que no Japão foi exibido em Janeiro de 2010 e nos Estados Unidos em Fevereiro de 2011.

[editar] Jogos originais

Vários jogos fictícios no anime e mangá de Yu-Gi-Oh! foram adaptados em cartas, tabuleiros e video games.

[editar] Jogo de Cartas

A série de anime e mangá Yu-Gi-Oh! introduz o jogo de cartas original criado por Takahashi.
O jogo de cartas - cujo nome original é Yu-Gi-Oh! Trading Card Game e inspirado no card game Magic the Gathering - é baseado em invocação de monstros e ativação de magias e armadilhas num duelo entre 2 oponentes. O duelo é oficialmente disputado pelo método "melhor de três" (1 Match), cada um possuindo 8000 LPs (Life Points, ou Pontos de Vida) e usando Decks (baralhos) de 40 a 60 cartas.
Vence o Match quem vencer 2 batalhas - seja reduzindo os Life Points (Pontos de Vida) do oponente a 0, ou quando o oponente não puder mais sacar cartas por ter seu Deck esgotado (resultando num "deckout").
Atualmente, existem dois tipos de duelos:
Tradicional: Neste formato de duelo, quase todas as cartas existentes desde a primeira coleção (Legend of Blue-Eyes Dragon) até a mais recente são permitidas para jogar - exceto cartas "banidas" conforme lista semestral publicada pela Konami (a empresa detentora dos direitos da marca "Yu-Gi-Oh!"). Normalmente, pessoas que jogam neste formato usam decks de First Turn Kill (onde não há chance de o oponente jogar se a estratégia do Deck tiver sucesso), One Turn Kill (onde o oponente tem seus Life Points reduzidos a 0 num mesmo turno) e decks com cartas limitadas e restritas.
Advanced: Neste formato, mais largamente utilizado nos torneios, há maior limitação das cartas permitidas para uso (algumas cartas são limitadas a 2 ou 1 por Deck). Por causa disto, aqui predominam os Decks baseados no controle da partida através da interrupção das investidas do oponente (ou "controle de campo") ou remoção de cartas.
Os campeonatos mais conhecidos e movimentados são os "Shonen Jump Championships", mas há outros tipos de campeonatos, como a "Pegasus League" (com regras próprias e variadas a cada torneio), "Sneak Preview" (torneios de Decks montados com a coleção mais recente) e "Dragon King" (com crianças até 12 anos).                                                                                                                     
                                                                                                                                WIKIPÉDIA

sábado, 29 de janeiro de 2011

Magás

Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.
A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês. O Genji Monogatari Emaki é o exemplar de emakimono mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga, atribuído ao bonzo Kakuyu Toba e preservado no templo de Kozangi em Kyoto. Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
No período Edo, em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-e no século XVI. É, aliás, Katsushika Hokusai o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando "desenhos irresponsáveis" — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji (em japonês: 漫画?), Hiragana (em japonês: まんが?), Katakana (em japonês: マンガ?) e Romaji (Manga).
Os mangás não tinham, no entanto, sua forma atual, que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais provenientes dos Estados Unidos e Europa. Tanto que chegaram a ser conhecidos como Ponchie (abreviação de Punch-picture) como a revista britânica, origem do nome, Punch Magazine (Revista Punch), os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros.
Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses: Norakuro Joutouhei (Primeiro Soldado Norakuro) uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, e Boken Dankichi (As aventuras de Dankichi) de Shimada Keizo são as mais populares até a metade dos anos quarenta, quando toda a imprensa foi submetida à censura do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas. Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para fins de propaganda.
Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.
Nessa época, mangás eram bastante caros, começaram a surgir compilações em akahons (ou akabons, livros vermelhos), livros produzidos com papel mais barato e capa vermelha e do tamanho dos cartões postais (B6).[1]
É então que um artista influenciado por Walt Disney e Max Fleischer revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu Tezuka. As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e Fleischer, onde olhos (sobretudo Betty Boop), boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens tornaram sua produção possível. É ele quem introduz os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade ou onomatopeias que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e de enquadramentos como os usados no cinema. As histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos.
Em 1947, Tezuka criou publicou no formato akahon, um mangá escrito por Sakai Shichima, Shin Takarajima (A Nova Ilha do Tesouro), um título de grande de sucesso que chegou a vender 400 mil exemplares. [1]
Um rosto desenhado no estilo do mangá.
Osamu Tezuka produz através de seu próprio estúdio, o Mushi Production, a primeira série de animação para a televisão japonesa em 1963, a partir de uma de suas obras: Tetsuwan Atom (Astro Boy). Finalmente a passagem do papel para a televisão tornou-se comum e o aspecto comercial do mangá ganhou amplitude, mas Tezuka não se contentou com isso. Sua criatividade o levou a explorar diferentes gêneros — na sua maioria, os mangás tinham como público-alvo as crianças e jovens —, assim como a inventar outros, participando no aparecimento de mangás para adultos nos anos sessenta com os quais ele pôde abordar assuntos mais sérios e criar roteiros mais complexos. Ele também foi mentor de um número importante de mangakas como Fujiko & Fujio (dupla criadora de Doraemon), Akatsuka Fujio, Akira "Leiji" Matsumoto, Tatsuo Yoshida (criador de Speed Racer) e Shotaro Ishinomori.
Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de "como fazer", revelando assim suas funções pedagógicas.

[editar] Estilos

Esboços de rosto.
Para os japoneses as histórias em quadrinhos são leitura comum de uma faixa etária bem mais abrangente do que a infanto-juvenil. A sociedade japonesa é ávida por leitura e em toda parte vê-se desde adultos até crianças lendo as revistas. Portanto, o público-consumidor é muito extenso, com tiragens na casa dos milhões e o desenvolvimento de vários estilos para agradar a todos os gostos.
Por isso os mangás são comumente classificados de acordo com seu público-alvo. Histórias onde o público alvo são meninos — o que não quer dizer que garotas não devam lê-los — são chamados de shounen (garoto jovem, adolescente, em japonês) como One Piece, Naruto, Bleach etc. e tratam normalmente de histórias de ação, amizade e aventura. Histórias que atualmente visam meninas são chamadas de shoujo (garota jovem em japonês) e têm como característica marcante as sensações e sensibilidade da personagem e do meio (também existem garotos que leem shojo.) como Nana. Além desses, existe o gekigá, que é uma corrente mais realista voltada ao público adulto (não necessariamente são pornográficos ou eróticos) como, por exemplo Lobo Solitário e ainda os gêneros seinen para homens jovens e josei para mulheres. Os traços típicos encontrados nas histórias cômicas (olhos grandes, expressões caricatas) não são encontrados nessa última corrente. Existem também os pornográficos, apelidados hentai. As histórias yuri abordam a relação homossexual feminina e o yaoi (ou Boys Love) trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem necessariamente cenas de sexo explícito. Os edumangás que são mangás didáticos voltados para o ensino de diversas matérias.[2]

[editar] Formato

O sentido de leitura de um mangá japonês
A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a brochura à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.
Além disso, o conteúdo é impresso em preto e branco, contendo esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.
Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas impressas em papel-jornal parecidas com listas telefônicas. Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas são publicadas em periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem entre dez e 40 páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno de 160~200, é publicado um volume encadernado, chamado tankohon ou Tankōbon, no formato de bolso, que então contém apenas histórias de uma série.[1][3] Esses volumes são os vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma série, ela pode ser reeditada em formato bunkoubon ou bunkouban (em japonês: 完全版?) (mais compacto com maior número de páginas) e wideban (em japonês: ワイド版?) (melhor papel e formato um pouco maior que o de bolso).
Loja de mangá no Japão.
Uma das revistas mais famosas é a Shonen Jump da editora Shueisha. Ela publicou clássicos como Dragon Ball, Saint Seiya (ou Cavaleiros do Zodíaco), Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como Hunter x Hunter, Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Existem também outras revistas como a Champion Red mensal (Akita Shoten), que publica Saint Seiya Episode G (Cavaleiros do Zodíaco Episódio G), a Shonen Sunday semanal (Shogakukan), que publicava InuYasha, e a Afternoon mensal (Kodansha). Entre outras, podem-se citar também a Nakayoshi (Kodansha), revista de shoujo famosa que publicou entre outros Bishoujo Senshi Sailor Moon e Sakura Card Captors, e a Hana to Yume (Hakusensha) que publica Hana Kimi e Fruits Basket.
Há também os fanzines e dōjinshis que são revistas feitas por autores independentes sem nenhum vínculo com grandes empresas. Algumas dessas revistas criam histórias inéditas e originais utilizando os personagens de outra ou podem dar continuidade a alguma série famosa.[4][5][6] Esse tipo de produto pode ser encontrado normalmente em eventos de cultura japonesa e na internet. O Comiket (abreviação de comic market), uma das maiores feiras de quadrinhos do mundo com mais de 400.000 visitantes em três dias que ocorre anualmente no Japão, é dedicada ao dōjinshi.[7]
A Wikipe-tan é a personagem em estilo mangá que personifica a Wikipédia.

[editar] No Brasil

A popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país. Já na década de 1960, alguns autores descendentes de japoneses, como Minami Keizi e Claudio Seto, começaram a utilizar influências gráficas, narrativas ou temáticas de mangá em seus trabalhos. O termo mangá não era utilizado, mas a influência em algumas histórias tornou-se óbvia.[8][9] Alguns trabalhos também foram feitos nos anos 80, como o Super-Pinóquio de Claudio Seto e o Robô Gigante de Watson Portela pelo selo Bico de Pena da Grafipar[10] e o Drácula de Ataíde Braz e Neide Harue pela Nova Sampa.[11]
Embora a primeira associação relacionada a mangá, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, tenha sido criada em 3 de fevereiro de 1984, o "boom" dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Samurai X[12], Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco[13] pelas editoras JBC e a Conrad (antiga Editora Acme).
Esses, porém, não foram os primeiros títulos a chegar ao território brasileiro. Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem tanto destaque, como Lobo Solitário em 1988 pela Editora Cedibra, primeiro mangá lançado no Brasil,[14] Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Nova Sampa, A Lenda de Kamui (Sanpei Shirato) e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril[15], Cobra[16] e Baoh pela Dealer e Escola de Ninjas (Ben Dunn) pela Nova Sampa.[17] Porém, a publicação de vários títulos foi interrompida e o público brasileiro ficou sem os mangás traduzidos por vários anos. Existiram ainda edições piratas de alguns mangás.[18]
O mais famoso foi Japinhas Safadinhas lançado em nove edições pela "Big Bun" (selo erótico da Editora Sampa)[19][20]. O mangá era uma versão sem licenciamento de Angel de U-jin.
O movimento voltou a produzir frutos nos anos 90. Com a inconstância do mercado editorial brasileiro, existe pelo menos uma revista nacional no estilo mangá que conseguiu relativo sucesso: Holy Avenger. Além deste há também outras publicações bastante conhecidas pelos fãs de mangá, como Ethora[21], Combo Rangers, Oiran e Sete Dias em Alesh do Studio Seasons[22], e a antiga revista de fanzines Tsunami[23]. Atualmente os quadrinhos feitos no estilo mangá, tirando algumas exceções, como as citadas acima, se baseia em fanzines. Em 2008 a Maurício de Sousa Produções lançou Turma da Mônica Jovem[24], versão adolescente da Turma da Mônica, em 2009, a Ediouro Publicações lançou a revista Luluzinha Teen e sua Turma[25] e em 2010 é a vez do personagem Didi Mocó do humorista Renato Aragão ganhar sua versão mangá na revista Didi & Lili - Geração Mangá da Editora Escala[26] . No fim desse de 2009, começaram a ser lançados mangás didáticos, com a série O Guia Mangá, da editora Novatec, publicados originalmente pela editora Ohmsha como The Manga Guide.[27]
Em 2010, o Studio Seasons publica uma versão encadernada de Zucker pela Newpop Editora, mangá publicando na revista informátiva Neo Tokyo da Editora Escala[28]
Em Julho do mesmo ano, a HQM Editora publica os mangás Vitral e O Príncipe do Best Seller do Futago Studio[29]

[editar] Em outros países

Garoto lendo mangá.
Há muito tempo o estilo tem deixado sua influência nos quadrinhos e nas animações no mundo todo. Artistas americanos de quadrinhos alternativos como Frank Miller foram de alguma maneira influenciados em algumas de suas obras. As influências recebidas dos mangás japoneses ficaram mais evidentes com a minissérie Ronin (1983)[30] .
Revista no estilo mangá
Outros artistas como os americanos Brian Wood, Adam Warren, Ben Dunn (autor de Ninja High School), Fred Gallagher (autor de Megatokyo) e Becky Cloonan (autor de Demo) e o canadense O'Malley (autor de Lost At Sea) são muito influenciados pelo estilo e têm recebido muitos aplausos por parte da comunidade de fãs de fora dos mangás. Estes artistas têm outras influências que tornam seus trabalhos mais interessantes para os leigos nesta arte. Além disso, eles têm suas raízes em subculturas orientais dentro de seus próprios países.
Histórias em quadrinhos americanas que utilizam a estética dos mangás, são constantemente chamados de OEL Manga (Original English-Language mangá) ou Amerimanga.
O americano Paul Pope trabalhou no Japão pela editora Kodansha na revista antológica mensal Afternoon. Antes disso ele tinha um projeto de uma antologia que seria mais tarde publicada nos Estados Unidos — a Heavy Liquid[31]. O resultado deste trabalho demonstra fortemente a influência da cultura do mangá em nível internacional.
Na França existe o movimento artístico, descrito em manifesto como la nouvelle manga. Esse foi iniciado por Frédéric Boilet através da combinação dos mangás maduros com o estilo tradicional de quadrinhos franco-belgas. Enquanto vários artistas japoneses se uniam ao projeto outros artistas franceses resolveram também abraçar essa ideia.
Na Coreia do Sul atualmente podemos observar um movimento em direção aos mangás muito forte. Os manhwas coreanos e manhuas chineses têm atingido vários países pelo globo. Um exemplo claro de manhwas no Brasil são algumas histórias de sucesso como Ragnarök e Chonchu.
Além de tudo isso, é bastante comum encontrar histórias on-line de vários países nesse estilo e até ilustrações mais corriqueiras como das relacionadas à publicidade.

[editar] Críticas

Desenho de uma personagem segundo alguns elementos típicos do gênero ecchi. Note que os contornos são enfatizados e o cabelo desaparece na frente dos olhos, o que é geralmente o caso, mas não sempre.
Uma crítica comum aos mangás feita por ocidentais é a de que são excessivamente violentos e pornográficos ou eróticos. Contudo, segundo Frederik L. Schodt, esse tipo de generalização está longe da verdade, ainda que ele admita que há sim mangás em que a pornografia e a violência são excessivos.[32] Para ele, esse tipo de generalização habitualmente ignora as origens dos quadrinhos japoneses no ukiyo-e e no kibyoshi, que costumavam retratar cenas eróticas ou violentas, além de comparar os mangás com os quadrinhos ocidentais (Schodt refere-se mais especificamente aos quadrinhos dos Estados Unidos que costumavam sofrer autocensura desde a década de 1950).[32] Vale lembrar que no Japão existem vários estilos e tipos de mangá destinados a públicos diferentes e idades diferentes.
Mesmo no Japão surgem, de tempos em tempos, polêmicas envolvendo alguma publicação. Por exemplo, na década de 1960, Harenchi Gakuen de Go Nagai foi acusado de erotismo excessivo.[33] Este mangá trata de uma escola em que acontecem situações eróticas, foi criticado e chegou a ser queimado em público por pais.[34] O caso de Tsutomu Miyazaki, assassino em série japonês considerado um otaku, levou vários pais e educadores a se preocuparem com o conteúdo dos mangás, já que foram encontrados vários mangás e animes eróticos na casa deste.[33] Em resposta a esse caso, surgiu na década de 1990 um movimento contra os "livros daninhos". Pais, professores, políticos e a imprensa cobraram mais responsabilidade das editoras acerca do conteúdo dos mangás e de sua explícita classificação etária. Por exemplo, o jornal Asahi Shimbun disse em um editorial em 1990 que os mangás influenciavam negativamente as crianças, o governo de Tóquio adotou em 1991 a "Resolução Restringindo Livros Daninhos" e criou-se uma comissão na Dieta para discutir a questão.[35] Tudo isso fez com que as editoras criassem um código moral para os mangás e passassem a indicar conteúdo inadequado na capa das publicações utilizando selos específicos.[33] Mas, de acordo com Alfons Moliné,[33] pouco depois, a partir de 1993, o policiamento diminuiu e as editoras deixaram de marcar as publicações e de por o código moral em prática. Os artistas, por seu lado, se reuniram para defender a liberdade de expressão nos mangás.[33] Finalmente, em 2002 o mangaká Motonori Kishi foi julgado e condenado a um ano de prisão por obscenidade por sua obra Misshitsu. Este é o primeiro caso em que um mangá é julgado por violação do artigo 175 do Código Penal japonês, o qual controla o conteúdo de filmes, livros e obras de arte em geral e gerou discussões acerca da liberdade de expressão. Segundo o juiz, o mangá era "gráfico demais".[36][37]
Nos Estados Unidos, os mangás foram repetidas vezes alvo de discussões envolvendo o empréstimo de exemplares de mangás ou mesmo de livros sobre eles por adolescentes em bibliotecas ou a presença deles em seções inadequadas de livrarias. Em 2006, uma mãe pediu e conseguiu que o livro do estudioso Paul Gravett fosse retirado das bibliotecas públicas do condado de Victorville na Califórnia depois que seu filho de 16 anos disse ter visto imagens de sexo no livro.[38] Em um caso semelhante, um pai em Portland, Oregon, descobriu que seu filho havia pego mangás com classificação para maiores de 18 anos em uma biblioteca local.[39] E uma livraria em Lexington, na Carolina do Sul mudou a localização da sua seção de mangás após receber reclamações de uma mãe.[40]
Algumas críticas envolvem a pornografia infantil, os mangás dos gêneros lolicon e shotacon (além de videogames e pornografia na internet em geral no Japão) e a sua proibição. Em 1999 e 2004 foram aprovadas no Japão leis criminalizando a prostituição infantil e a criação e venda de material pornográfico envolvendo menores, mas a posse de tais materiais continua sendo permitida.[41][42] Pressões internacionais têm forçado o país a rever estas leis. Em 2008, a UNICEF afirmou que o país não estava se esforçando o bastante para colocar em prática acordos internacionais dos quais é signatário e combater a pedofilia.[42][43] Contudo, a nova legislação não deve incluir os mangás e animes: seus defensores argumentam que regulamentações feririam a liberdade de expressão e que os personagens não são reais e, portanto, não são vítimas de violência.[44]
Outra corrente de críticas se dirige a "invasão" dos mangás no mercado ocidental. Em 2005, no álbum Le ciel lui tombe sur la tête de Asterix o autor, Albert Uderzo, coloca Asterix e outros personagens lutando contra Nagma, anagrama de mangá, e contra clones que ironizam super-heróis dos Estados Unidos,[45] no que seria a realidade de autores europeus no presente.[46] Contudo, o autor se defendeu dizendo que não tem nada contra os mangás e menos ainda contra os quadrinhos dos Estados Unidos, que teriam lhe inspirado sua profissão, e que foi mal interpretado.[47] No mesmo estilo, Arnaldo Niskier da Academia Brasileira de Letras publicou em 12 de fevereiro de 2008, coluna na Folha de S. Paulo criticando a influência dos mangás nos jovens e afirmando que "conhecer o fenômeno é uma forma de colocar limites em sua expansão, para que prevaleça, no espírito dos jovens, se possível, muito mais a riqueza da cultura brasileira".[48]